Picnic en el Arroyo

Celebrando a Criação de Deus nos Campos de Férias d’A Rocha

Em todo o mundo, os programas de educação ambiental d’A Rocha geram um espírito de alegria e de curiosidade em relação à criação de Deus. No hemisfério norte, tivemos um Verão fantástico de passeios, acampamentos e programas focados no cuidado da criação.

No meio de uma enorme seca no Sul da Califórnia, o programa de verão d’A Rocha EUA esteve focado na água: onde a obtemos, quando é segura para beber e como a podemos conservar. Com uma variedade de actividades divertidas, as crianças e as suas famílias aprenderam a ser bons gestores deste recurso cada vez mais precioso. No Texas, ao longo do ano , organizámos «Picnics en el Arroyo», encontros em espanhol para famílias inteiras: as crianças descobrem criaturas interessantes durante o «BINGO de la Laguna», os adolescentes competem na caminhada de caça ao tesouro, e os pais aprendem sobre observação de aves.

Kara LeBlanc – educadora ambiental d’A Rocha Manitoba, Canadá – explica como os seus programas de Verão ajudam as crianças a encontrar beleza no seu ambiente urbano: «Há muita beleza! É preciso observar bem – há muito para ver lá mesmos onde vivemos. Por isso, quando estamos a planear atividades, eu penso: “Como posso ajudar as crianças a observar?”» Uma monitora, Emma Siemens, experimentou um exemplo perfeito disto durante uma “caça ao tesouro fotográfico” onde as crianças praticam a observação da natureza:

Um dia, enquanto íamos a pé para um parque próximo, à procura de uma “árvore única” para tirar uma foto, Lucy, de 10 anos, disse: “Acho que podemos realmente tirar uma foto de qualquer árvore, porque cada árvore é única. Não há duas árvores exatamente iguais!” Neste momento, Lucy estava a aprender a observar e apreciar a natureza em todos os seus detalhes.

Em todos os nossos programas educativos, ligamos as pessoas e a natureza para inspirar ações em prol de um mundo sustentável. Aqui estão mais destaques da família d’A Rocha a nível mundial este ano:

  • No início do ano, Steven Muir, membro do grupo local de Christchurch d’A Rocha Aotearoa Nova Zelândia, organizou o Campo de Férias de Reparação de Bicicletas, em Aranui. Durante cinco dias, as crianças desenvolveram o seu amor pelo ciclismo e as suas aptidões de manutenção de bicicletas.

  • O currículo Wild Wonder d’A Rocha EUA é usado por igrejas, acampamentos e outros grupos para ajudar as crianças a aprenderem sobre o mundo maravilhoso que Deus criou.

  • A Rocha França oferece semanas residenciais no centro Courmettes, com um acampamento de eco-aventura para crianças e uma variedade de seminários para adultos.

  • Em maio, A Rocha Índia abriu um novo Laboratório Rural de Alfabetização Digital no seu centro de estudos de campo para proporcionar aos estudantes e habitantes da região de Bannerghatta oportunidades de crescimento digital.

  • A Rocha Quénia ensina os jovens sobre a conservação da biodiversidade na área de Melinde – Watamu.

  • A Rocha Peru organiza eco-oficinas em igrejas, organizações e escolas. As crianças plantam e colhem legumes na horta e aprendem sobre plantas medicinais, compostagem, restauração de florestas secas e muito mais.

  • A Rocha Portugal está a comemorar 30 anos de educação ambiental! Oferecem programas sobre (1) as aves e os habitats da Ria de Alvor, (2) à descoberta dos polinizadores e (3) microplásticos e lixo marinho.

  • A Rocha Suíça está a realizar workshops de natureza para apoiar a conservação da biodiversidade em setembro.

  • A Rocha Reino Unido tem organizado dias «Act for Nature» (“Agir pela Natureza”) para ensinar sobre o cuidado da criação e demonstrar algumas actividades de conservação.

  • A par do Programa de Educação Ambiental nas escolas, A Rocha Gana coorganizou recentemente um concurso nacional de escrita para assinalar o Dia Mundial do Ambiente. Crianças entre os 6 e os 16 anos de idade refletiram e descreveram como iriam cuidar do nosso «Único Planeta Terra».

International Coastal Cleanup Day banner

Limpeza Costeira Internacional e Dia Mundial da Limpeza – 17 de setembro

Junte-se a A Rocha para o Dia Internacional de Limpeza Costeira e Dia Mundial de Limpeza em setembro. Fundado pela Ocean Conservancy, o Dia Internacional de Limpeza Costeira inspira mais de 200.000 pessoas todos os anos a restaurar praias e cursos de água. A poluição por plásticos é uma das muitas ameaças aos nossos ecossistemas marinhos, com mais de 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos a entrarem nos nossos oceanos, rios e lagos todos os anos.

O Dr. Robert Sluka, Cientista Chefe do Programa de Conservação Marinha d’A Rocha explica en inglês no vídeo porque é que os cristãos se devem preocupar com os plásticos:

«Deus ordenou-nos que cuidássemos do mundo que Ele fez… Se vamos amar a Deus e obedecer-lhe, cuidando do que Ele fez, precisamos de fazer algo quanto ao problema do plástico. Também precisamos de amar o nosso próximo. Para amar melhor o próximo, temos de pensar em como usamos o plástico, para onde ele vai e o que lhe acontece.»

A 17 de setembro, quer viva ou não junto ao mar, pode juntar-se ao Programa de Conservação Marinha d’A Rocha neste esforço de limpeza para ajudar a reduzir os resíduos plásticos e criar águas de esperança! Todos os cursos de água são importantes, e pode fazer uma limpeza onde quer que esteja – no oceano, rio, lago, parque ou mesmo na sua vizinhança!

Aqui estão três formas de se envolver:

1. Junte-se a uma limpeza local a 17 de setembro e registe o lixo que recolhe utilizando a aplicação Clean Swell. Procure eventos de limpeza na sua área junto de organizações ambientais locais.

2. Se não houver um evento de limpeza perto de si, organize o seu próprio evento a 17 de setembro usando o nosso guia de recolha de lixo, e registe a sua recolha na aplicação Clean Swell, indicando A Rocha como o seu grupo.

3. Se não conseguir estar numa limpeza a 17 de setembro, tire qualquer dia deste mês e limpe uma praia, curso de água ou bairro perto de si.

Não deixe de partilhar os seus esforços nas redes sociais para inspirar outros a cuidar dos nossos oceanos e cursos de água, utilizando os hashtags: #ARochaMarine #WatersofHope e #WorldCleanupDay

A Rocha também fornece recursos adicionais para envolver a sua igreja e comunidade na redução de resíduos plásticos. Veja no nosso Pacote de Recursos sobre Plásticos recursos gratuitos para o ajudar a contribuir para o esforço global de combate à poluição por plásticos. Os recursos incluem vídeos, um guia de limpeza (em Português Europeu e em Português Brasileiro), devocionais e estudos bíblicos em várias línguas.

Guillaume de Vaulx, Atif al-Mays, Colin Gibson and Damien Boustani

A Rocha Líbano: de diretor solitário a comunidade viva

In a collapsing Lebanon, A Rocha is struggling. And suddenly, its director had to leave. How will A Rocha Lebanon survive? Guillaume de Vaulx and Damien Kasper both received a message from a common friend encouraging them to apply for the vacant director role. One poNum Líbano em colapso, A Rocha está em dificuldades. E de repente, o seu diretor teve de partir. Como irá A Rocha Líbano sobreviver? Guillaume de Vaulx e Damien Kasper receberam ambos uma mensagem de um amigo comum encorajando-os a candidatarem-se à vaga de director. Um cargo, dois amigos. Como será? Que ganhe o melhor, nem que acabe a amizade? Decidiram candidatar-se como co-diretores. Duas cabeças no mesmo corpo: nasceu a fantástica hidra do Líbano!

As tarefas eram enormes, mesmo para duas pessoas, especialmente salvar o projeto do Parque de Natureza, no Vale de Bekaa. O sistema de irrigação estava fora de serviço há dois anos e o município de Mekse, proprietário do terreno, queria que o parque fosse aberto até às eleições, dentro de umas semanas.

Era 9 de maio, e Guillaume planeava ir ao planalto no dia seguinte para se encontrar com as autoridades antes de ele e Damien terem de deixar o país por um tempo. Não havia solução à vista e a situação parecia desesperada.

Às cinco da tarde, Guillaume recebeu uma mensagem de texto de um número de telefone egípcio: «Olá Guillaume, eu chamo-me Noha. Fui sua aluna de Filosofia em 2013. Ouvi dizer que está a fazer algo relacionado com a terra no Líbano. Parece interessante. Estou em Beirute agora mesmo – podemos encontrar-nos?» Encontraram-se às dez horas do mesmo dia, e Noha estava agora a trabalhar em política ambiental e gestão da água. Ela pediu a um amigo em Londres para lhes dar alguns mapas, e ela e Guillaume começaram a trabalhar.

Noha e Ibrahim (o nosso voluntário sírio) removem a antiga tubagem de irrigação

Às seis da manhã do dia seguinte, Guillaume e Noha foram até Mekse com um PowerPoint para explicar a solução às autoridades municipais. Agora, o reservatório de água está cheio e as rosas estão a florir. Agradeça a Deus pela surpreendente e maravilhosa chegada de Noha, e por favor continue a orar por A Rocha Líbano nesta nova e emocionante fase.

Imagem de cima (da esquerda para a direita): Guillaume de Vaulx (atual co-diretor d’A Rocha Líbano), Atif al-Mays (chefe do município de Mekse), Colin Gibson (anterior diretor d’A Rocha Líbano), Damien Boustani (atual co-diretor d’A Rocha Líbano).

An outing from the Czech anniversary conference to Sumava national park

A Rocha República Checa celebra 20 anos

45 pessoas reuniram-se durante o fim-de-semana de 17 a 19 de junho perto do Parque Nacional Šumava, em Husinec, para a festa dos 20 anos (adiada pelo COVID) da fundação d’A Rocha República Checa. Dave Bookless falou em esperança em tempos de mudança climática – muito atual, uma vez que as temperaturas subiram a um ritmo anormalmente elevado durante a conferência – e o co-fundador d’A Rocha, Peter Harris, esteve presente para se juntar às celebrações.

Olhando para trás, Pavel e Radka Světlík refletiram sobre o esforço inicial de estabelecer o seu centro de estudos de campo, Krupárna, que já acolheu milhares de crianças em idade escolar desde a sua abertura em 2005. Os jardins, encostas e vales circundantes têm novas lagoas e centenas de novas árvores e arbustos, melhorando significativamente a biodiversidade local. Pavel disse: «Tem sido comovente refletir durante esta reunião sobre a fidelidade de Deus para conosco ao longo de mais de duas décadas. A tarefa de cuidar do seu mundo torna-se cada vez mais desafiante, mas sabemos que mesmo os mais pequenos dos nossos esforços são significativos e dignos de serem feitos.»

Olhando para o futuro, a equipa procura urgentemente um donativo de € 240.000 para se qualificarem para uma candidatura da União Europeia de 1,2 milhões de euros, a fim de aumentar a capacidade residencial do centro. Por favor, entre em contacto conosco se nos pode ajudar a atingir este grande objetivo, se conhece quem possa.

Pavel Světlík a montar uma rede para anilhar guarda-rios
France forum 22_whole family

Um fórum familiar em França

Pela primeira vez em quatro anos, a família d’A Rocha reuniu-se para o Fórum Global de Líderes de 2022. O Fórum é uma oportunidade para os líderes d’A Rocha se reunirem em comunidade para comunhão, oração, e avanço da missão da família d’A Rocha em todo o mundo. Mais de 80 delegados, representando mais de 20 países, reuniram-se nos montes franceses da Côte d’Azur.

Foi inspirador reunirmo-nos em torno da nossa visão e fé comuns, através de diversas culturas e línguas. Estamos gratos pela hospitalidade da equipa d’A Rocha França que partilhou o seu belo centro em Les Courmettes. Agradecimento especial à cozinheira e agricultora canadiana, Shelley Spruit, que se certificou de que os nossos estômagos e almas eram abundantemente alimentados com cereais moídos diariamente, pão acabado de cozer e outras delícias.

Foi um momento de celebração, com orações respondidas e boas notícias, incluindo informações de que a floresta Atewa no Gana continua protegida e não minerada, o crescimento do Programa Florestal Africano, e a nova rede dos Amigos d’A Rocha. Outro marco notável foi a assinatura do Pacto d’A Rocha: um acordo conjunto em toda a família d’A Rocha sobre a nossa missão cristã de conservação em todo o mundo.

Foi também um tempo de reflexão e recordação no meio da dor da perda dos nossos queridos colegas Miranda Harris, Chris Naylor, e Susanna Naylor, no final de 2019. Agradecemos a Deus por este tempo de luto em conjunto, e pela força trazida pela comunidade e comunhão em Cristo. Obrigado pelas vossas contínuas orações pela família d’A Rocha em todo o mundo, à medida que nos rendemos e nos associamos a Deus através desta época de renovação, como vinho novo em odres novos (Marcos 2:22).

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Um lugar à mesa

Hospitality and community have been part of what it means to be A Rocha since the very beginning. In a new book co-written by Miranda Harris, a co-founder, and her daughter Jo Swinney, our Director of Communications, these themes are explored in the context of the many colourful stories of A Rocha tables around the world, inviting us all to a deeper relationship with each other, the earth and the God who invites us to feast with gratitude and generosity. Miranda’s tragic death in 2019 was a shock to many around the world who found her approach to hospitality and community a life-long inspiration. Published posthumously, A Place at the Table explores the transformative way in which sharing food is at the heart of a shared life. 

All royalties will go towards the work of the A Rocha worldwide family. You can support our work and be among the first to get your hands on a copy in early September by pre-ordering HERE.  Why not get one for yourself and one for a friend?  

This short film tells the story of how the book came about. You might want to have tissues to hand. 

For photographs, event information and more, visit placeatthetable.info    
Bob and Margaret Pullan 1983

Em memória de Bob Pullan

Legenda: Bob e Margaret Pullan, 1983

A Rocha lamenta a perda de Bob Pullan, o primeiro presidente da Direção d’A Rocha em 1983, quando a organização foi criada. Na altura, Bob era professor de Biogeografia na Universidade de Liverpool e tinha uma vasta experiência de vida e de trabalho em África. Foi também supervisor da igreja de St Mary’s Upton, perto de Liverpool, no Reino Unido, esta que foi efetivamente a igreja fundadora do que na altura era um pequeno projeto ambiental.

A sua reação ao ser convidado a assumir o papel foi profética, quando disse: «A minha vida está pronta para um novo rumo». Muitos membros d’A Rocha que viviam no Reino Unido deram o seu tempo e capacidades durante esses anos iniciais, em que o primeiro centro de estudos de campo foi estabelecido na Ria de Alvor, em Portugal; no entanto, nenhum deu mais do que Bob que, com a sua esposa Margaret, viu a sua casa repleta de voluntários, camisolas para venda, e materiais publicitários, ao mesmo tempo que estendiam a sua hospitalidade a muitos visitantes. Ele liderou os seus estudantes em visitas de campo, em que ficaram no centro Cruzinha, e contribuiu com alguns dos primeiros levantamentos de zonas húmidas e outros habitats em desaparecimento. A tradição de ciência rigorosa e de fé viva que ficou como marca d’A Rocha em todo o mundo deve muito à liderança inicial de Bob, e a sua sabedoria fará imensa falta.

Queen Elizabeth tree planting - cropped (David McKay)

Educação ambiental: semear sementes para um mundo sustentável

A educação ambiental foi um tema favorito no currículo escolar do Uganda este mês de maio, já que pessoal d’A Rocha e professores e líderes religiosos ugandeses se reuniram na Quinta Kira para a conferência e workshops de educação ambiental d’A Rocha.

Esta conferência de cinco dias faz parte do trabalho contínuo da A Rocha Internacional para reforçar a capacidade de educação ambiental e desenvolver o excelente trabalho já realizado pelas organizações d’A Rocha em toda a África. Os participantes aprenderam sobre o papel que a educação ambiental tem em reconectar as pessoas à natureza e inspirar acções em prol de um mundo sustentável. Professores e educadores foram encorajados a reimaginar como poderiam ser mais eficazes e alcançar um público mais vasto, incluindo a partilha de novos métodos para facultar educação ambiental. 

Como parte dos workshops, 35 professores e seis líderes da igreja visitaram a Escola Primária de Kiteezi, da Igreja Anglicana do Uganda, perto de Kampala. Há cinco anos atrás, Ibrahim Ssekama, um dos professores da escola, pediu ajuda a A Rocha Uganda para cultivar legumes em redor dos terrenos da escola e incorporar temas ambientais nos currículos. Desde então, a escola tem recebido árvores de fruto através de Gifts with a Difference, e eles alargaram a área de cultivo. Agora têm enormes couves e muitos outros legumes a crescer, e todo o recinto escolar está muito verde. Onde a terra é escassa, usam-se hortas em sacos, e as garrafas de plástico são reutilizadas para a germinação antes do transplante.

Os professores e líderes de igreja voltaram a casa equipados com novas ideias, e entusiasmados com uma compreensão mais profunda e com um compromisso mais forte de cuidar da criação no seu trabalho e nas suas comunidades.

A conferência e workshops não poderiam ter tido lugar sem a generosidade de todos aqueles que apoiaram A Rocha Internacional durante a campanha de angariação Big Give Christmas Challenge 2021. Obrigado por permitir que programas como este possam continuar!

Ben Lowe 2020-cropped

Conheça o novo Diretor Executivo Adjunto d’A Rocha Internacional

A Rocha Internacional tem o prazer de anunciar a nomeação do Reverendo Doutor Ben Lowe como seu Director Executivo Adjunto. O Ben mudou-se de Singapura para os EUA quando era adolescente e vive presentemente na Florida. Ele está envolvido na família d’A Rocha desde há muitos anos, mais recentemente na posição de Conselheiro Sénior do Diretor Executivo. Fizemos-lhe algumas perguntas que achámos que o nosso público gostaria de saber.

1. Diretor Executivo Adjunto – o que faz uma pessoa dessas?

Haha! Quanto espaço tens para esta resposta?! Basicamente, vou trabalhar de perto com o nosso Director Executivo Simon Stuart, o nosso Conselho de Administração e o resto dos diretores para ajudar a dirigir A Rocha Internacional e apoiar o bom trabalho que as nossas equipas estão a fazer. Isto inclui gestão, angariação de fundos, planeamento estratégico, muitas orações, e muito mais! Também estou com muita vontade de continuar a aprofundar o meu envolvimento nos projetos d’A Rocha em todo o mundo e conhecer pessoas com quem ainda não tive a oportunidade de me encontrar e trabalhar.

2. Conta-nos algumas das experiências de vida que te equiparam para esta função.

Por ter crescido e trabalhado em vários contextos culturais, geográficos e comunitários, fico muito entusiasmado por conhecer e promover a grande diversidade de pessoas e de trabalho da família d’A Rocha em todo o mundo. Além disso, há muito tempo que é minha missão – pessoal e de vocacional – unir a fé com a conservação e a ciência, quer como pastor ordenado da Aliança Cristã e Missionária, quer na minha pesquisa de doutoramento sobre as dimensões humanas e religiosas das alterações e conservação do ambiente.

3. O que gostas mais de fazer quando não estás a trabalhar?

Passar tempo com os amigos, seja na água, ao redor da fogueira, ou com boa comida! Eu também gosto de tudo o que tenha a ver com peixes; os meus sentimentos sobre peixes são semelhantes aos que Simon Stuart tem relativamente aos anfíbios e muitos d’A Rocha em relação às aves.

Por favor, junte-se a nós ao pedirmos a Deus pelo Ben e darmos-lhe as boas-vindas à sua importante posição de liderança, que assumirá no início de fevereiro.

Elephants on farmland - ARIn

O risco de mortalidade para elefantes e humanos

A Região Ecológica Bannerghatta-Hosur no sul da Índia, que se estende desde o Parque Nacional Bannerghatta até ao Santuário de Vida Selvagem de Cauvery Norte e ao matagal de Hosur, é uma zona crítica para a migração de elefantes. A urbanização e perda de habitat obriga muitos elefantes a viajar através de assentamentos humanos e terras agrícolas, o que inevitavelmente aumenta os conflitos entre humanos e elefantes. Às vezes, isso significa a morte.

Um estudo d’A Rocha Índia concluiu que há registo de 153 mortes de seres humanos e 69 mortes de elefantes na região entre 1980 e 2020. Usando os relatos de mortes de elefantes e mortes de humanos por elefantes recolhidos entre registos do Departamento Florestal, artigos de jornal e publicações científicas, eles examinaram as razões por trás das variações nas baixas.

Por exemplo, a maioria dos conflitos entre humanos e elefantes teve lugar em setembro, quando as culturas agrícolas estão perto da colheita e os elefantes são mais propensos a aventurar-se nas terras agrícolas em busca de alimento.

As mortes humanas ocorreram quando os agricultores tentaram proteger as suas culturas. Por exemplo, muitos agricultores colocaram cercas elétricas ilegais ao redor de suas terras para darem uma descarga mortal aos elefantes invasores. Como resultado, a electrocussão foi a principal causa de mortalidade dos elefantes.

Nesta parte da Índia, muitas pessoas não têm acesso a instalaçóes sanitárias. A maioria das baixas humanas registadas no estudo ocorreu no início do dia ou depois do anoitecer, em encontros acidentais entre elefantes e pessoas que estavam a fazer as suas necessidades na floresta ou a apanhar lenha.

Há muitos anos que A Rocha Índia tem vindo a trabalhar no sentido de proteger os elefantes e educar os agricultores que vivem perto do Parque Nacional Bannerghatta. O estudo demonstra não só como este assunto é complexo, mas também o significado do trabalho d’A Rocha nesta região.

Leia o artigo científico em inglês: Ranganathan, Ekadh & Krishnan, Avinash. (2021). Elephant and Human Mortality in the Bannerghatta-Hosur Landscape, Southern India. Gajah 54. 30-33.

Foto: © A Rocha Índia