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Incêndios, exploração madeireira e mudança climática

Com mais de 2,25 milhões de hectares queimados em três estados costeiros e incêndios que pontilham o oeste dos EUA, muitas comunidades foram evacuadas e algumas queimaram – mais de 1.000 casas desapareceram. O fumo criou uma qualidade do ar muito insalubre e foi detectado na Europa.

Mark McReynolds é o diretor do projeto local A Rocha no Sul da Califórnia. Ele anteriormente liderou um programa de três anos com financiamento federal para educar professores sobre questões florestais e tem um doutorado em Estudos Ambientais. Ele conta: «As pessoas querem respostas. A indústria madeireira está pedindo “redução de combustível”, também conhecido como exploração madeireira, o que parece razoável, mas desvia a atenção da mudança climática (o motor do aumento de incêndios intensos), de medidas práticas para salvar comunidades, e de provas de que a exploração madeireira piora os incêndios.»

Chad Hanson, um ecologista do Projeto John Muir e amigo d’A Rocha, argumenta que a exploração madeireira não interrompe os incêndios. Os incêndios queimam mais rapidamente nas florestas exploradas e não tendem a queimar mais intensamente em florestas densas¹ ou em florestas com alto número de árvores mortas². A extração também cria problemas ambientais locais e anualmente emite mais carbono nos EUA do que os setores residencial e comercial combinados³ – criando mais mudanças climáticas.

A menos que haja uma mudança, o novo normal será provavelmente mais e maiores incêndios. A Rocha EUA está encorajando as pessoas a pedir a seus representantes políticos que lidem com a mudança climática e ajudem as comunidades a desenvolver regulamentos de construção e zoneamento de moradias que minimizem os efeitos dos incêndios florestais sobre as pessoas.

Foto por Manny Becerra em Unsplash
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Wildfires, logging and climate change

With over 5 million acres (2.25 million hectares) burned in three coastal states and fires dotting the US West, many communities have evacuated, and a few have burnt down – over 1,000 homes are gone. Smoke has created very unhealthy air quality and has been detected in Europe.

Mark McReynolds is the Director of SoCal A Rocha. He previously led a federally funded, three-year effort to educate teachers on forest issues and has a PhD in Environmental Studies. He says, ‘People want answers. The logging industry is calling for “fuel reduction”, aka logging, which sounds reasonable, but diverts attention from climate change (the driver of increased intense wildfires), from practical steps to save communities, and from evidence that logging makes fires worse.’

Chad Hanson, a fire ecologist with the John Muir Project and friend of A Rocha, argues that logging does not stop fires. Fires burn hotter and faster in logged forests and do not tend to burn more intensely in dense forests¹ or in forests with high numbers of dead trees². Logging also creates local environmental problems and annually emits more carbon in the USA than residential and commercial sectors combined³ – creating more climate change.

Unless there is change, more and larger fires are likely a new normal. A Rocha USA is encouraging people to ask their elected officials to address climate change and assist communities to develop protective housing construction and zoning regulations that minimize wildfire effects on people.

Photo by Manny Becerra on Unsplash

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Feux de forêt, exploitation forestière et changement climatique

Avec plus de 2,25 millions d’hectares brûlés dans trois États côtiers et les incendies qui ont ravagé l’Ouest des États-Unis, de nombreuses communautés ont été évacuées, et quelques-unes ont brûlé – plus de 1 000 maisons ont disparu. La fumée a créé une qualité d’air très malsaine et a été détectée en Europe.

Mark McReynolds est le directeur de SoCal A Rocha. Il a précédemment dirigé un effort de trois ans financé par le gouvernement fédéral pour sensibiliser les enseignants aux questions forestières et est titulaire d’un doctorat en études environnementales. Il déclare : « Les gens veulent des réponses. Le secteur de l’exploitation forestière réclame une “réduction des combustibles”, alias l’exploitation forestière, ce qui semble raisonnable, mais détourne l’attention du changement climatique (le moteur de l’augmentation des feux de forêt intenses), des mesures pratiques pour sauver les communautés et des preuves que l’exploitation forestière aggrave les incendies.»

Chad Hanson, un écologiste du feu du John Muir Project et ami d’A Rocha, soutient que l’exploitation forestière n’arrête pas les incendies. Les feux brûlent plus rapidement et plus intensément dans les forêts exploitées et n’ont pas tendance à brûler plus intensément dans les forêts denses [1] ou dans les forêts où le nombre d’arbres morts est élevé [2]. L’exploitation forestière crée également des problèmes environnementaux locaux et émet annuellement plus de carbone aux États-Unis que les secteurs résidentiel et commercial réunis [3], ce qui entraîne un changement climatique plus important.

À moins d’un changement, les incendies plus nombreux et plus importants sont susceptibles de devenir une nouvelle norme. A Rocha USA encourage les gens à demander à leurs élus de s’attaquer au changement climatique et d’aider les communautés à mettre en place des réglementations en matière de construction de logements et de zonage qui minimisent les effets des incendies sur les populations.

Photo de Manny Becerra dans Unsplash